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Segunda-feira, 10 de Abril de 2006

Um bonito e grande amor perfeito sobre a mesa branca

10 de abril de 2006

Um bonito e grande amor perfeito sobre a mesa branca, numa espécie de taça baixa, também branca.
O escritor pensa nos versos que referiam o tempo da eternidade cruzando os céus e de conhecer o sentido recto da verdade.
E da força do amor que a todos os desgostos se sobrepõe, construindo a felicidade de quem o sente.
Noutra poesia relembra a força e a solidão que o deserto imprime.
Esse deserto que fica para sempre na lembrança, como uma voz - em vez do som do vento e que se reconhece aos primeiros sons melódicos, como recordações doces como o mel, atingindo vibrações elevadíssimas que tocam os céus, e mais além, se possível.
Doutra poesia ainda, surgem na sua memória os versos - nostalgia do afastamento e lonjura que a vida impõe por vezes.
E a dor que atravessa o coração parece mais suave quando nasce o dia, pois vem a esperança que o coração possa voltar a cantar o hino do amor, sem drama.
Como o nascer de um novo destino.
O escritor adormeceu no meio de lembranças, sonhos e luzes na sua alma aconchegada em versos de igual sentir.

publicado por eva às 20:18

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Domingo, 9 de Abril de 2006

Florbela Espanca # Nostalgia

9 de abril de 2006


NOSTALGIA


Nesse País de lenda, que me encanta,
Ficaram meus brocados, que despi,
E as jóias que plas aias reparti
Como outras rosas de Rainha Santa!

Tanta opala que eu tinha! Tanta, tanta!
Foi por lá que as semeei e que as perdi...
Mostrem-me esse País onde eu nasci!
Mostrem-me o Reino de que eu sou Infanta!

Ó meu País de sonho e de ansiedade,
Não sei se esta quimera que me assombra,
É feita de mentira ou de verdade!

Quero voltar! Não sei por onde vim...
Ah! Não ser mais que a sombra duma sombra
Por entre tanta sombra igual a mim!


de Florbela Espanca


publicado por eva às 18:55

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Sábado, 8 de Abril de 2006

Olhei para o alto e vi uma flor azul; não, duas. Aliás, três

8 de abril de 2006

Olhei para o alto e vi uma flor azul; não, duas.
Aliás, três - uma campânula, um cravo e uma rosa.
Voltamos à primeira forma: uma flor, amor-perfeito. Azul também.
Agora formam um pequeno bouquet.
Parece que é... para mim. Agradecida - são lindas.
Como devolver a graça? Ah, o amor incondicional, o perdão de tudo, incluindo o mais ofensivo e difícil.
Sair de mim própria, observar o mundo.
As suas peripécias, alegrias e devastações.
É espalhar o amor para todos com reforço de paz para os mais negativos.
E a estas águas - que faço... derramo-as no mar.
Olha, formam-se luzes onde foram deitadas.
E essas luzes ou estrelinhas sobem ao céu.
Serão humidade ou lágrimas - conforme as convicções.
Volto a mim mesma e sinto um aperto no coração - foi bonito, mas como vou conseguir sentir um amor assim por algumas pessoas tão antipáticas e tão (oh! tão, tão ) próximas.
Tem que ser possível garantir as emoções educadas de modo tão sublime.
Um modo tão divino, será asssim!

publicado por eva às 21:05

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Sexta-feira, 7 de Abril de 2006

Ela corre para dar a papa. E pede outro tabuleiro e mais outro.

7 de abril de 2006

Ela corre para dar a papa. E pede outro tabuleiro e mais outro.
E corre pelos corredores com um pão de prémio para o seu "almoço"?
Muita comida à sua volta mas não lhe deve tocar.
Faz o bar - o café, o leite, o chá, água, chocolate, bolachas e bolachinhas.
Sempre a correr ainda tem tempo para inventar versos e dedicar uma cantiguinha.
Sorri e ralha também.
Fala sem parar e vai sempre sorrindo.
Em nome da luz e é uma luz para muitos. Pede as esmolas e sai a correr para vender ovos e haveres da quintinha.
E pelo dia fora, ora num serviço ora noutro, sempre a correr.
Muita gente conhece esta luzinha.
Todo serviço é de Deus e por bem quando é feito com coração e devoção ao próximo.
Sobretudo se está tão próximo e dependente de uma simpatia.
De um amor carinhoso e dedicado. Enche-se o dia de luz.

publicado por eva às 20:35

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Quinta-feira, 6 de Abril de 2006

Pela estrada, de terra batida e empoeirada. O sol forte a encher tudo

6 de abril de 2006

Pela estrada, de terra batida e empoeirada. O sol forte a encher tudo de luz e calor.
Não posso olhar para trás senão não consigo avançar, fico presa em pormenores.
E eu já sei que, mais tarde, nem pormenores sequer serão.
Mas também sei que agora eles teriam força para me travar e até voltar atrás.
A vida também é sempre em frente. Os segundos, os minutos, o micro-tempo segue sem a tentação de parar ou pensar.
É esse o seu objectivo, seguir sempre para o futuro. Não vacilar.
A estrada apresenta arbustos pelas bermas. Primeiro, muito espaçados. Agora, mais juntos e, no horizonte, a cor é mais verde.
Deve haver água perto. O calor é muito.
Também a satisfação de ainda continuar a caminhar em frente.
Entretive-me com os pensamentos e já ali está o meu ponto de repouso.
Parece um oásis depois de um deserto.
A alma também fica sequiosa depois do deserto das sensações.
O lugar ao sol conquista-se e tem mesmo muito sol.

publicado por eva às 20:41

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Quarta-feira, 5 de Abril de 2006

As portas de guarda-vento abriram-se e entrei num corredor

5 de abril de 2006

As portas de guarda-vento abriram-se e entrei num corredor de hospital, com quartos à direita e gabinetes à esquerda.
Carrinhos de metal estavam pelo meio denunciando a azáfama da higiene dos doentes. E também dos quartos.
Cheiros de café com leite e flocos ou papas. Esse era o carrinho dos pequenos almoços - babetes de papel, tigelinhas, colheres e guardanapos - tudo de uma só utilização.
Pães com manteiga com aspecto fofinho e os doentes mostram a satisfação de os poderem já comer.
A saúde é uma benção que só se nota quando se perde a independência.
Olhares parados, alguns choros - outros alegres porque tiveram "alta".
Uma estrela brilhante eu envio para cada quarto. Eles volvem a cabeça e dão um sorriso tímido.
Alguns estão demasiado quietos e parecem ter frio. Vou tapá-los.
Surge um brilhozinho nos olhos - como diz a canção.
E eis talvez o mais importante do dia - esse brilhozinho - que apareceu nos olhos de quem sofre em silêncio.

publicado por eva às 17:12

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Terça-feira, 4 de Abril de 2006

Passado o portão do templo a luz encandeava.

4 de abril de 2006

Passado o portão do templo a luz encandeava. Não conseguia ver nada.
Aos poucos porém pareceu-me ver um campo verde e ao pé de mim, na minha direcção, um cordeirinho de lã muito branca e macia.
Ficou junto a mim a balir. Até que resolvi pegar-lhe ao colo.
Como era macio...
Comecei a andar pelo campo que se transformou no cume alto de uma montanha nevada.
Mas ao pé de mim e do cordeiro havia relva fresca e flores de todas as cores.
Apareceu uma criança, pequena e, juntos, fomos subindo o que faltava da montanha.
A vista era tão linda e deslumbrante para baixo como para o céu.
Parámos à borda de um lago, pequeno e redondo, a descansar.
Uma luz amarela e forte do Sol iluminava tudo.
A beleza - será ela própria um paraíso?
Tudo rodopia à minha volta.
Ohhhhh! a miragem...

publicado por eva às 19:02

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Segunda-feira, 3 de Abril de 2006

Uma velhota curvada, mesmo curvada. Parece não ter idade

3 de abril de 2006

Uma velhota curvada, mesmo curvada.
Parece não ter idade ou parece que não lhe cabem mais anos.
Ao vê-la, com o cajado e o estilo da roupa, tão velha quanto ela, lembrei imagens da Idade Média.
Não deu por mim e continuou a caminhar entre a terra e as ervas molhadas do trilho que saía da "sua" casa em ruínas.
Já perto do portão que dava para o quintal olhamo-nos frente a frente, mas ela desviou-se rápida porque tinha pressa. Do quê? Não faço ideia. Mas parecia seguir uma rotina de muitos e muitos anos.
Expliquei-lhe que já podia ir embora, já estava tudo tratado e as épocas eram outras. Que deveria descansar e dar o lugar e trabalho a novas gerações e crianças que poderiam crescer ali.
Nem disse adeus... mas foi indo.
Chamei-a e fui no seu encalço por um pouco - dei-lhe uma luz e uma rosa para o caminho.
Pareceu ficar mais satisfeita.
Conforme se foi afastando a sua roupa foi secando e - nem dá para acreditar - mas era como se tivesse sido vestida de lavado.
Até o seu cabelo parecia lavado.
Foi para descansar finalmente em paz.

publicado por eva às 20:44

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Domingo, 2 de Abril de 2006

Almada Negreiros # Pede-se a uma criança: Desenha uma flor!

2 de abril de 2006

Pede-se a uma criança: Desenha uma flor! Dá-se-lhe papel e lápis. A criança vai sentar-se no outro canto da sala onde não há mais ninguém. Passado algum tempo o papel está cheio de linhas. Umas numa direcção, outras noutras; umas mais carregadas, outras mais leves; umas mais fáceis, outras mais custosas. A criança quis tanta força em certas linhas que o papel quase não resistiu. Outras eram tão delicadas que apenas o peso do lápis já era demais. Depois a criança vem mostrar essas linhas às pessoas: Uma flor! As pessoas não acham parecidas estas linhas com as de uma flor! Contudo a palavra flor andou por dentro da criança, da cabeça para o coração e do coração para a cabeça, à procura das linhas com que se faz uma flor, e a criança pôs no papel algumas dessas linhas, ou todas. Talvez as tivesse posto fora dos seus lugares, mas, são aquelas as linhas com que Deus faz uma flor!

 

de Almada Negreiros

in "O Regresso ou o Homem Sentado - III parte"



publicado por eva às 16:50

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Sábado, 1 de Abril de 2006

No reino dos sonhos e das estrelas

1 de abril de 2006

No reino dos sonhos e das estrelas, brilhantes pontos luminosos que tudo envolvem. Que bom é estar aqui! Não há mais nada e mais nada é preciso.
Rodopio uma e outra vez...
E tenho que vir embora mas trago no coração e na lembrança o bem estar e a paz de estar ali. Simplesmente estar.
Dizem que a força do amor é o mais importante e até imprescindível para encontrar o paraíso dentro de nós.
Pois então deveria ser fácil encontrá-lo. E ficar lá talvez fosse fácil também.
Talvez também a paz e a felicidade dos povos fosse fácil de conseguir. E ficar lá, nesse estado beatífico.
Talvez seja apenas necessário cada um abrir o seu coração para o dia-a-dia, para os bons e os maus encontros.
Talvez a poluição se perfumasse de suaves e doces aromas. E de cinzento se colorisse como o arco-íris.
Talvez pudéssemos cantar em vez de amargurar e ser o melhor possível de nós próprios em cada momento.
E talvez pudéssemos todos ficar no reino das estrelas e para sempre num coração, também ele cheio de luz.

publicado por eva às 20:57

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