Eva diz o que sonha (e não só) sem alinhamento a políticas ou crenças conformes às instituições que conhecemos. Momentos de leveza, felicidade ou inspiração para melhorar cada dia com bons pensamentos. Um texto, uma imagem... para todas as idades

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Sexta-feira, 31 de Outubro de 2008

A tosquia

Cabeleireiros, cortes de cabelo, penteados, pinturas e cabeleiras.
São termos sinónimos dos cuidados observados pela maioria das pessoas.
Actualmente há, um pouco por todo o lado, cabeleireiros que vão à nossa casa arranjar o pêlo dos cães.
Cortam o pêlo, escovam lindamente, etc. – um mimo para a vaidade… dos donos. Os problemas de emprego, além dos vários aspectos negativos que implicam, também geram ideias para bons negócios.
E este, além de render dinheiro com poucos custos, trata de beleza. Nós, com mais ou menos cuidados, lá vamos andando entre dias mais amargurados e outros mais felizes.
- Os pequenos barulhos que se ouvem são do quê?
- São as folhas grandes que caem ao chão, secas, e por isso estalam.
- Que engraçado, nunca tinha reparado.
- Isso é porque, cada dia, estás com a atenção mais disciplinada.
- Pois, parece que estou começando a perceber a vida das coisas à minha volta.
- Bem, e também é por estares mais quieta e aí à janela que dá para o jardim.
- Deves ter razão, antes andava tão apressada e atarefada que, agora, me parece que nem tinha tempo para sorrir. Acho que andava sempre séria, a tratar dos assuntos – ou a querer tratar dos assuntos.
- Olha, já está pronta e está linda! O pêlo ainda parece mais branco.
- Linda! Quanto é?... Até à próxima, obrigada.

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Imagem retirada da net

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Disse  Plínio:  Todos os animais conhecem o que lhes é salutar, excepto o homem !

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publicado por eva às 00:35

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Quinta-feira, 30 de Outubro de 2008

Machos e fêmeas

- Olha ali, aqueles homens e mulheres.
- Que têm? São os casais que costumam estar ali, nessas mesas. Estão a conversar…
- Olha com mais atenção. Que vês?
- O que já disse.
- Pois então só vês metade. O que ali está são machos e fêmeas.
- Pois são, é só outro modo de o dizer.
- Não, são mesmo só e apenas machos e fêmeas.
- Porque dizes isso desse modo tão angustiado? Não faz parte da natureza animal?
- Porque formaram famílias, são casados uns com os outros e têm filhos, que não estão agora aqui. E todos os dias fazem vida dupla. Pretendem mostrar-se famílias mas, assim que podem, fazem o jogo duplo e transformam-se em amantes com os casamentos trocados – digamos…
- Ora, é o que há mais por aí.
- Pois é, mas por isso tento explicar-te a diferença. Os que vês, então, nessa mesa são apenas machos e fêmeas. Mas nesta aqui, mais próxima, vês o amor e carinho entre marido e esposa, sempre juntos e amando a presença um do outro.
Também eles já formaram uma família numerosa, com filhos que casaram e já lhes deram a alegria de serem avós.
- Então, a este casal tu chamas…
- Chamo-lhes Homem e Mulher e agradeço-lhes de todo coração o exemplo que me dão, porque ainda me dão, também, a esperança de que os outros, acolá, sejam a excepção; os que ainda não evoluíram.

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Gravura antiga de uma Preguiça
Imagem retirada da net

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Disse  Goethe:  A fidelidade é o esforço de uma alma nobre para se igualar a outra maior que ela !
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publicado por eva às 00:23

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Quarta-feira, 29 de Outubro de 2008

Diferenças de luz

Tanta luz aqui. E ali, naquela casa, tanta falta de luz…
- Não, não estás a ver bem. Nesta, efectivamente, a luz sai pela porta e janelas, até pelas paredes e pelo tecto.
Naquela há outro tipo de luz. É mais localizada, como que em foco.
- Por isso parece que lhe falta luz!
- São diferenças de electricidade ou, se quiseres, mostram variantes da energia eléctrica.
As luzes são diferentes também na sua projecção e no colorido que parecem ter e dar a tudo em redor.
Por outro lado, é engraçado verificar a reacção das pessoas e a aparência, mais ou menos valorizada, que as coisas adquirem conforme a luz e o tipo de luminosidade.
Por vezes, parecem ser os objectos que difundem, também, luz e até a reflectem entre eles.
- Por isso parece tanta luz!
- A luz, geralmente, primeiro focaliza, depois expande-se e só progressivamente se vai difundindo em projecções mais suaves e de maior alcance.
- Gosto mais desta casa, talvez porque a luz é sempre apelativa… Talvez seja a decoração ou… acho que me vou decidir por esta.
- Isto é: falta saber o preço.

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Farol
Imagem retirada da net

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Disse Paul Claudel: Um pouco de luz vence muitas trevas !
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publicado por eva às 00:32

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Terça-feira, 28 de Outubro de 2008

Indícios

Erros, culpas ou relaxes.
Impossível acertar sempre. Ou ser perfeito. Ou não ser nada.
Somos o que podemos ser e, com esforço, o melhor que conseguirmos ser.
Sem esforço – não sei…
Porque o que somos conscientemente, já somos.
Isto é, tudo aquilo que transformamos em nós mesmos – por causa ou da correcção ou do desleixo – é fruto do exercício da nossa vontade em nós mesmos.
Isso provoca o resultado de sermos, efectivamente, uma «construção» nossa.
Agora, aquilo que somos uma ou outra vez – não somos ainda.
Seja para o pior ou para o melhor.
Mas são indícios das nossas intenções ou do que somos sem exercer qualquer vigilância.
E cabe, a cada um, escolher o seu futuro, perante o vislumbre das possibilidades e dos bem-quereres.
- Eu sou assim, não porque nasci assim, mas porque quero ser assim – é isto, não é?
- Pois é, na «grande maioria» dos casos.

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Salvador Dali - O Ovo
Imagem retirada da net

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Disse  Albert Schweitzer:  A quem o sofrimento pessoal é poupado, deve sentir-se chamado a diminuir o sofrimento dos outros !
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publicado por eva às 00:26

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Segunda-feira, 27 de Outubro de 2008

As Virtudes

Ahh! As virtudes…
A virtude de bem trabalhar, de bem se dedicar às suas responsabilidades e aos outros.
A virtude de bem desempenhar as suas tarefas em geral ou uma em particular.
Até se ouve dizer «virtuoso» no piano ou no violino, etc., quando considerado excepcionalmente bom.
Enfim, seja na pintura, ou em qualquer demonstração artística em que a qualidade impera, há virtude.
Ou na cultura agrícola de um produto que atinge a qualidade da perfeição, etc. etc.
Outras vezes a designação aparece relacionada com a personalidade do indivíduo.
Em todos os casos, a virtude significa aperfeiçoamento, dignidade, ética – enfim, uma súmula de valores e méritos.
Em todas as situações, também, as virtudes são sinónimo de liberdade.
Liberdade da pessoa em relação ao mundo que a rodeia.
Liberdade em relação a todos os pormenores fúteis que importam e, demasiadas vezes, preenchem as nossas vidas.
Liberdade em relação a hábitos comuns.
Liberdade, ainda, em relação ao dinheiro – não para gastá-lo de qualquer modo. Mas por não se lhe dar mais importância que a de poder pagar estritamente o necessário, não ficando a dever nem, com isso, prejudicar outrem.
Liberdade de tudo, até de si mesmo, e pugnar para ser o melhor possível, sem pensar noutro resultado que não seja a sua franca dedicação de sentimento e habilidade.
Virtude é a elevação do EU.

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Galo Ocampo - Vitral na Catedral de Manila
Imagem retirada da net

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Disse  George Bernard Shaw:  Liberdade significa responsabilidade. É por isso que tanta gente tem medo dela !
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publicado por eva às 00:14

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Domingo, 26 de Outubro de 2008

Luís de Camões # A Ilha dos Amores (excerto Canto IX)

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Oh, não me fujas! Assi nunca o breve
Tempo fuja de tua fermosura!
Que, só com refrear o passo leve,
Vencerás da Fortuna a força dura.
Que imperador, que exército se atreve
A quebrantar a fúria da ventura
Que, em quanto desejei, me vai seguindo?
O que tu só farás, não me fugindo.
 
«Pões-te da parte da desdita minha?
Fraqueza é dar ajuda ao mais potente.
Levas-me um coração que livre tinha?
Solta-mo, e correrás mais levemente.
Não te carrega essa alma tão mesquinha
Que, nesses fios de ouro reluzente,
Atada levas? Ou, despois de presa,
Lhe mudaste a ventura, e menos pesa?
 
«Nesta esperança te vou seguindo:
Que ou tu não sofrerás o peso dela,
Ou na virtude de teu gesto lindo
Lhe mudarás a triste e dura estrela!
E se lhe mudar, não vás fugindo,
Que Amor te ferirá, gentil donzela,
E tu me esperarás, se Amor te fere;
E se me esperas, não há mais que espere!»
 
Já não fugia a bela Ninfa tanto,
Por se dar cara ao triste que a seguia,
Como por ir ouvindo o doce canto,
As namoradas mágoas lhe dizia.
Volvendo o rosto, já sereno e santo,
Toda banhada em riso de alegria,
Cair se deixa aos pés do vencedor,
Que todo se desfaz em puro amor.
 
Oh, que famintos beijos na floresta!
E que mimoso choro que soava!
Que afagos tão suaves! Que ira honesta,
Que em risinhos alegres se tornava!
O que mais passam na manhã e na sesta,
Que Vénus com prazeres inflamava,
Melhor é experimentá-lo que julgá-lo,
Mas julgue-o quem não pode experimentá-lo.



 

de Luís de Camões
in “Os Lusíadas” Canto IX, 79-83

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Fixação do texto, e nota, de Hernâni Cidade: 
 
Nota: O verso  “E se me esperas, não há mais que espere”  deve entender-se  “Se me esperas, nada mais eu tenho a esperar, porque tenho a ventura que desejava” 
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Disse  Luís de Camões:  Que nunca tirará alheia inveja o bem que outrem merece e o Céu deseja !
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publicado por eva às 14:09

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Sábado, 25 de Outubro de 2008

Atrasos

O som do silvo transformou-se num ronco forte, como vindo das profundezas do ser.
Assustaram-se. O que era aquilo?
Parecia alguém desamparado e suficientemente dolorido para gritar de desespero assim...
Desespero do desengano da vida. Das vidas passadas e das futuras que previa - finalmente.
Desânimo de quem não compreende ainda o valor das virtudes.
Aquelas que devemos cultivar e amar porque nos elevam e porque, como diz o poeta, «se pobre de forças a virtude fosse, até o céu a ela desceria».
Os sons roucos continuavam, agora um pouco mais suaves e misturavam-se de choros.
Por fim tudo suavizou e todo o conjunto de seres adoptou a cor rosa-alilasado.
A seguir flores e mais flores voaram.
- Mas ela apanhou o autocarro sem levar nenhuma.
- Foi porque não as viu.
- Não as viu?
- Não! Há pessoas que passam indiferentes a tudo que não sejam elas e as suas coisas, os seus interesses.
- Que pena…
- Não é preciso ter pena, pois um dia virá que vêem o presente, o passado e o futuro tudo de seguida.
- Porquê a pressa desses, ali?
- Porque esses já vão atrasados.

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Paula Lucas - Pétalas
Imagem retirada da net

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Disse  Graham Greene:  Heresia é apenas mais uma palavra para liberdade de pensamento !
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publicado por eva às 20:11

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Sexta-feira, 24 de Outubro de 2008

O esplendor da luz

- Pensa só no que constróis.
- Mas como posso pensar só nisso se não construo nada? Eu tento, mas só vejo as desgraças que causo, quantas vezes na melhor das intenções…
Outras vezes, julgo e condeno moralmente – com toda a rapidez e facilidade – e sei que não tenho esse direito, porque também sei que cada um é o melhor que consegue ser.
Ninguém quer ser menos, pelo contrário, todos procuramos ser melhores.
- Muitos procuram assim, mas depois a grande maioria necessita sentir a glória de ser admirado ou necessita sentir-se a comandar os outros.
- Pois! Mas às vezes prejudicamos os outros apenas com a nossa descrença e isso parece que os contagia e desmoraliza, ou até os torna rebeldes no mesmo instante.
- Bem, já te disse antes, pensa apenas no que consegues fazer de construtivo.
- E que consigo eu fazer? Não sei… Não sei fazer nada a não ser alguma auto-correcção… e, geralmente, bastante depois dos problemas surgirem.
Aliás, a ignorância é tal, que só através do aparecimento dos problemas e de tentar a sua solução é que vejo a causa.
- Continuo: pensa apenas no que constróis; esquece o que não consegues e tenta novamente, como se fosse sempre um início. Com o mesmo fôlego, a mesma esperança e a alegria de lançar mãos a uma obra. Enfim, com todo o teu ardor e trabalho.
E, na tua memória, fixa sempre só o que consegues fazer. O resto… faz outra vez… e outra… e outra… do princípio até atingir o fim.
É lembrando o esplendor da luz que procuramos forças para lá chegar.

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Fotografia de Robert Doisneau - O Violoncelista
Imagem retirada da net

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Disse  Dom Helder Câmara:  É graça divina começar bem. Graça maior persistir na caminhada certa. Mas a graça das graças é não desistir nunca !
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publicado por eva às 00:27

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Quinta-feira, 23 de Outubro de 2008

Fases da vida

Pianos e músicas suaves – são uma maravilha para os meus ouvidos.
Às vezes, o cansaço aperta e as dores de cabeça parecem dominar.
O piano torna-se um bálsamo natural, porque é fácil deixar-se embalar nas notas, acordes e harpejos musicais.
Numa sala está o piano – silencioso.
Ainda silencioso, mas um dia virá que vai sair desse mutismo e vai tocar alegre.
São fases da vida. Quando se olha para trás parece impossível tantos acontecimentos passados.
Tantos desencontros e encontros entre o que desejamos e o que podemos.
Também são compassos, como se uma das mãos dedilhasse notas e a outra nem conhecesse essa parte do teclado.
Outras vezes as mãos, em uníssono, tocam no mais íntimo de nós.
E então – vibramos!
Vibra a nossa pele, os músculos, as membranas, os órgãos e até os ossos sentem a vibração harmoniosa.
O ser harmoniza-se com agrado. Quase que se desmaterializa para voar alto.
Nessa altura consegue. Umas vezes dilui-se, outras expande-se.
- Outras, nada!
- Exactamente – esta vida não é nada, a não ser oportunidade de transformação para uma existência mais feliz.
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Renoir - Duas Meninas ao Piano
Imagem retirada da net

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Disse  Autor Desconhecido:  A vida é como um piano... O que ele nos dá, depende do modo como o tocamos !
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publicado por eva às 00:34

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Quarta-feira, 22 de Outubro de 2008

Ali mesmo

- Que trânsito! Não há uma vaga para cruzar a rua.
- Que dizer dos que passam a voar ou em grupos de caminheiros.
- Pois é o que te digo, não há intervalo.
- É verdade, ali trabalha-se no auxílio aos outros, tanto de noite como de dia. Muito ou pouco conforme a necessidade dos outros, mais do que da sua própria necessidade.
- Olha, agora parece que dá – vamos atravessar.
- Vês como é fácil. Estão ali à espera naquela plataforma, com iluminação muito ténue.
- Onde?
- Ali, mesmo à frente. E agora chega outro grupo, naquela espécie de avião.
- Não vejo nada disso. O que vejo é uma esplanada fechada ou abandonada e uma oficina de peças.
- Que ideia a tua! Nada disso, não vês como se cumprimentam e o ar sereno que trazem. No entanto as tarefas que os esperam são espinhosas e até algo desagradáveis.
Porém têm sempre aquele semblante amável, sem perturbação.
- Mas onde está isso?
- Agora chega outro grupo, parecem guerreiros com um prisioneiro – não, uma prisioneira.
Estão a fazer a entrega dela, sem uma única palavra. Já deviam ter tudo acordado antes. Coitada, ela mal se aguenta em pé. Está carregada de horror e pavor.
- Que dizes?!?
- E agora, bem amparada é levada no meio de todo o grupo. Outro, novo, aproxima-se vindo de cima e leva-a para donde ele veio. Para aquele corredor de luz.
Afinal, é já outro dia que nasce. Outro dia de esperança.
- Acho que só tu vês essas coisas ali.
- Que lindo quando tudo acaba bem. Ela foi para uma espécie de hospital – para recuperação – porque não se pode viver com o pavor. A vida deveria ser vivida em esperança e alegria.

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Salvador Dali - O Enigma Infinito
Imagem retirada da net

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Disse  Goethe:  Vá até onde puder ver; quando lá chegar poderá ver ainda mais longe !
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publicado por eva às 00:37

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Bem vindos! Namastê!

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Aquilo que pensas ser o cume é apenas mais um degrau - Séneca

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