Eva diz o que sonha (e não só) sem alinhamento a políticas ou crenças conformes às instituições que conhecemos. Momentos de leveza, felicidade ou inspiração para melhorar cada dia com bons pensamentos. Um texto, uma imagem... para todas as idades

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Sexta-feira, 29 de Fevereiro de 2008

Dinheiros e integridade

Dinheiros que ora há, ora não há. Uns que pagam as contas, outros que dizem que pagam.
Uns que podem pagar, outros que não podem, outros ainda que não querem.
Dinheiros e contas. Hábitos de honestidade, mais ou menos precários.
Integridades que balançam e oscilam até transbordar.
Vergonha que faz alterar itinerários e rotinas, de olhar no chão.
Falta de vergonha que provoca arrogâncias e confrontos, se necessário.
Dinheiros mal gastos, no gosto pelo supérfluo.
Dinheiros que não se gastam porque não os há.
Nestas sociedades tudo se confunde e as regras são poucas.
Fica a vontade de ser livre. Livre de acusações ou de responsabilidades.
Livre de questões a que não se pode responder. De problemas que não se podem resolver.
Livre daqueles que não olham a meios para salvaguardarem-se.
Fica um sussurro, um desespero que não se quer identificar, senão ainda é mais forte.
Fica o peso de querer ser melhor e parecer o contrário.
Porém, tudo é rigorosamente contado, rigorosamente aproveitado, para o alicerçar da nossa personalidade.
Porque o mais desagradável de hoje terá de ser o maravilhoso de amanhã.
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Jacek Yerka
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Disse  Horácio :  O dinheiro não possui a faculdade de mudar a natureza íntima !
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publicado por eva às 23:41

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Quinta-feira, 28 de Fevereiro de 2008

Um sorriso

É um dia em que tudo está a correr mal.
São os horários, a chuva que está a atrasar toda a gente, as filas de carros, os que não sabem conduzir e hoje ainda exageram e cortam completamente as curvas, etc., etc., etc.
Finalmente chegámos aos serviços de secretaria. A porta ainda está fechada.
Quando abre a do edifício, a da secção que pretendemos continua fechada.
Passados uns minutos, as pessoas tentam perceber se a secção mudou ou o que está a acontecer.
Nada, nada! Vai abrir! Foi só um atraso!
Um bom dia super jovial ajuda a esquecer a chuva e a espera.
As senhas são um pouco confusas nas suas designações e as pessoas estão baralhadas e, de qualquer modo, só há dois empregados para cinco ou seis mesas de atendimento.
Ouvem-se conversas atrás das estantes mas ninguém aparece.
Uma das empregadas presentes vai fazendo as honras do serviço enquanto não tem pessoas para o seu atendimento.
Ajuda a preencher os formulários, que foi distribuindo, conforme os casos e confere os papéis.
Felizmente percebe de todo o serviço. Também vai pedindo desculpas pelo atraso dos colegas.
A empregada destacada para os assuntos que pretendemos resolver, chega finalmente.
Um sorriso agradável, liga o computador, pede desculpas pelo atraso, agradece à colega que lhe adiantou o trabalho e faz o resto.
A quem não tem os papéis todos, vai dando soluções para evitarem voltar de mãos a abanar.
A todos desculpa e ajuda, sempre com um sorriso.
E os protestos surdos vão assim esmorecendo... e os rostos animam-se para o resto do dia... com a esperança que o dia também vá melhorando. 
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Mona Lisa del Giocondo (pormenor)
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Leonardo da Vinci
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Disse Joseph Addison :   O sol é para as flores o que os sorrisos são para a humanidade !
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publicado por eva às 08:38

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Quarta-feira, 27 de Fevereiro de 2008

Um dia!

A guitarra espanhola e o piano são dois instrumentos preferidos de muitos. Mas nem sempre são instrumentos de felicidade.
Infelicidade se causam tristezas e mágoas, lágrimas, arrependimentos e perdão. Ou a felicidade, enfim.
Quando tudo se resolve, afinal os instrumentos foram apenas isso, os intermediários entre sons musicais e as pessoas.
A natureza artística dos indivíduos é uma outra sensibilidade, acrescida às normais de cada um.
Mais ouvido ou melhor voz, melhor intérprete ou gosto mais apurado para música de qualidade, etc. - tudo são condições de apuramento de qualidade na vida.
A vida é completamente diferente com música ou sem ela, com mais arte ou mais sentido prático. E tudo são variantes preciosas que completam a sinfonia da vida, aqui e em todo lado onde haja vida.
Um dia vão ouvir-se, por todos os povos, os sons das músicas de paz.
Por todos os cantos do mundo vai transparecer uma sensibilidade mais apurada. E a vida será mais bela para todas as raças, para todas as espécies de seres sensíveis.
Um dia!
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Túmulo de Nahkt,  Egipto.   1450 B.C. (Antes de Cristo)
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Disse Arthur Rubinstein : Descobri que, se amarmos a vida, a vida também nos amará !
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publicado por eva às 08:45

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Terça-feira, 26 de Fevereiro de 2008

A consciência

A consciência das coisas expulsa-nos do marasmo e das emoções.
A consciência é entretenimento bom e vontade disciplinada.
É esperança em melhores possibilidades, em melhor abnegação pela nossa causa – nós próprios.
A consciência remete ao olhar interior, ao ser profundo de nós.
Esse ilustre desconhecido que se aquieta ou irrompe que nem vulcão e nós nem percebemos o porquê de agir assim.
Parecem momentos de vida esquecidos e paralelos à vida, perfeitamente normal, do nosso dia-a-dia.
São como lapsos de nós, em nós.
Então sobrevém a esperança. Ela faz-nos sentir que, um dia, vamos poder entender o nosso eu sociável de hoje e o eu interior de sempre.
Fica a esperança da ligação, da sintonia consciente entre eles.
Sobrevém depois a outra esperança, a da sintonia consciente entre eles e deles com o Universo.
Aí chega a certeza de que as ondas de luz e paz retornam à fonte geradora e existem para todos os seres sensíveis.
- E… deixa-me adivinhar o que se segue… da luz branca surgem todas as cores que conhecemos!
- Ahannn!
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Construindo o arco-íris

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Tito Salomini
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Disse  Aristóteles :  Sê senhor da tua vontade e escravo da tua consciência ! 
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publicado por eva às 08:23

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Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2008

O aneurisma

Chuvas, tempestades, enxurradas e cheias.
Depois o sol a lembrar que a cada tempestade sucede a bonança.
O sol é obscurecido por novas nuvens de chuva mas, de seguida, brilha ainda com mais força.
É sempre assim, em eterna mudança. Nas vidas de cada um, sucedem-se os tempos bons e os outros.
Parecem testes à esperança, à alegria que, nos piores momentos, quase desaparece.
Mas é a esperança em ser feliz, em voltar a ser feliz, que não nos deixa cair quando tudo desaba.
Hoje encontrei uma senhora, casada e com uma filha pequena, que sofreu um aneurisma o ano passado.
Foi uma agonia para todos e ela só soube, por outros, que esteve em coma bastante tempo.
Não se lembrava nada desse tempo, nem dos dias em que recuperava para cair novamente em coma.
Ficou admiradíssima quando lhe relatei que, nesses dias melhores, mesmo sem se lembrar quem era ela própria, continuava com a delicadeza do costume nos gestos, mesmo os ainda incoerentes.
Que tentava sempre esforçar-se por conseguir fazer o que, nem por sombras, conseguia.
Que manteve sempre a força de vontade e iniciativa, para ser o melhor possível, a cada instante.
Que os médicos se admiraram porque não conheciam outro caso assim e que pensaram sempre que seria milagre se recuperasse a razão.
Há milagres, há merecimentos e há também vontade de os fazer acontecer.
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Josephine Wall
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Disse  Miguel de Cervantes :  Quem perde a saúde perde muito; quem perde um amigo perde ainda mais; mas quem perde a coragem, perde tudo !
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publicado por eva às 08:32

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Domingo, 24 de Fevereiro de 2008

Teilhard de Chardin # O Meio Divino - Epílogo

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Aviso prévio
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Os excertos aqui reproduzidos ao Domingo, em Fevereiro, foram retirados da obra «O Meio Divino» do padre jesuíta Pierre Teilhard de Chardin (1881-1955), da edição da Editorial Presença, Lisboa, Colecção Síntese, s.d., e a selecção é da minha responsabilidade.
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Epílogo – A espera da Parusia
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SEGREGAÇÃO e agregação. Separação dos elementos maus do Mundo, e «coadunação» dos Mundos elementares que cada espírito fiel constrói à volta de si no trabalho e no sofrimento. Sob a influência deste duplo movimento, ainda quase totalmente escondido, o Universo transforma-se e amadurece à volta de nós.
Imaginamos às vezes que as coisas se repetem, indefinidas e monótonas, na história da criação. É que a estação é demasiado longa, em relação com a breve duração das nossas vidas individuais, - é que a transformação é vasta demais e demasiado íntima, relativamente às nossas vistas superficiais e limitadas, - para que nos dêmos conta dos progressos do que se faz incansàvelmente por obra e graça e através de toda a Matéria e de todo o Espírito. Acreditemos na Revelação, apoio fiel (aqui também) dos nossos pressentimentos mais humanos.
Debaixo do invólucro banal das coisas, de todos os nossos esforços purificados e autênticos é que se gera gradualmente a Terra nova.
Um dia, anuncia-nos o Evangelho, a tensão lentamente acumulada entre a Humanidade e Deus atingirá os limites fixados pelas possibilidades do Mundo. E então será o fim.
Como um relâmpago que vai de um pólo ao outro, a Presença, silenciosamente acrescida, de Cristo nas coisas revelar-se-á bruscamente. Rompendo todas as barragens onde aparentemente a continham os véus da Matéria e a compartimentação mútua das almas, ela invadirá a face da Terra. E sob a acção, finalmente libertada, das verdadeiras afinidades do ser, arrastados por uma força onde se manifestarão as potências de coesão, próprias do mesmo Universo, os átomos espirituais do Mundo virão ocupar dentro de Cristo ou fora de Cristo (mas sempre sob a influência de Cristo) o lugar, de felicidade ou de castigo, que a estrutura viva do Pleroma lhes designar. Como o raio, como um incêndio, como um dilúvio, a atracção do Filho do Homem arrebatará, para os reunir ou submeter ao seu Corpo, todos os elementos em rodopio do Universo.
Será assim a consumação do Meio Divino.
Sobre o momento e as modalidades deste acontecimento formidável, seria vão, como disso nos adverte o Evangelho, fazer especulações. Mas devemos
esperá-lo.
A espera, – a espera ansiosa, colectiva e actuante de um Fim do Mundo, isto é, de uma Saída ou desfecho airoso para o Mundo, – é a função cristã por excelência e o traço mais distintivo da nossa religião.
Aparecendo um momento entre nós, o Messias não se deixou ver nem tocar senão para se perder, ainda de novo, mais luminoso e mais inefável, nas profundezas do futuro. Ele veio. Mas agora devemos esperá-lo outra vez de novo, – não já só um grupinho escolhido, mas todos os homens – mais do que nunca. O Senhor Jesus só virá depressa quando o esperamos muito. É uma acumulação de desejos que fará eclodir a Parusia.
Sem dúvida, ainda, nós rezamos e agimos conscienciosamente para que «venha a nós o Reino de Deus».
Mas, na verdade, quantos há entre nós que se alegram realmente com a esperança entusiasta de uma refundição da Terra? Nós continuamos a dizer que vigiamos à espera do Senhor. Mas, na realidade, se quisermos ser sinceros, seremos obrigados a confessar que já
não esperamos nada.
É necessário, custe o que custar, reavivar a chama.
É necessário a todo o custo renovar em nós mesmos o desejo e a esperança da grande Vinda. Mas onde buscar a fonte desse rejuvenescimento? Da percepção de uma conexão mais íntima entre o triunfo de Cristo e o êxito da obra que o esforço humano tenta edificar neste mundo.
Esquecemo-nos constantemente disto. O sobrenatural é um fermento, uma alma, não um organismo completo. Ele vem transformar «a natureza»; mas não poderia prescindir da matéria que esta lhe apresente.
Olhemos para a Terra à nossa volta. Que se passa sob os nossos olhos na massa dos povos? Donde vêm estas desordem na Sociedade, esta agitação inquieta, estas ondas que incham, estas correntes que circulam e interferem umas nas outras, estas erupções confusas, formidáveis e inéditas? - A Humanidade atravessa visivelmente uma crise de crescimento. Ela toma obscuramente consciência do que lhe falta e do que pode. Perante ela, como lembrámos na primeira destas páginas, o Universo torna-se luminoso como o horizonte donde vai despontar o Sol. Ela pressente, pois, e ela espera.
Do que dissemos temos já bem assentes no nosso espírito as seguintes ideias: o progresso do Universo, e especialmente do Universo humano, não é uma concorrência feita a Deus, nem um esbanjar vão das energias que ele nos deu. Quanto mais o Homem for grande, tanto maior a Humanidade será unida, consciente e senhora da sua força, – quanto mais bela for a Criação, tanto mais a adoração será perfeita, tanto mais Cristo encontrará, para acrescentamentos místicos, um Corpo digno de ressurreição. Não poderia haver dois cumes no Mundo como não pode haver dois centros de uma circunferência. O Astro que o Mundo espera, sem saber ainda pronunciar o seu nome, sem poder apreciar exactamente a sua verdadeira transcendência, sem poder mesmo distinguir os mais espirituais, os mais divinos dos seus raios, é necessàriamente o Cristo mesmo que esperamos. Para desejar a Parusia, não temos senão que deixar pulsar em nós, cristianizando-o, o próprio coração da Terra.
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APONTAMENTO BIOGRÁFICO
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Pierre Teilhard de Chardin nasceu em França, em Orcines (perto de Clermont-Ferrand) a 1 de Maio de1881 e faleceu em Nova Iorque a 10 de Abril de 1955.
Padre jesuíta, teólogo, filósofo, paleontólogo, T. de Chardin é ordenado padre em 1911.
Em 1916 publica o seu primeiro ensaio, A Vida Cósmica. Em 1923 efectua a sua primeira viagem à China a solicitação do Museu de História Natural de Paris. Após um artigo sobre o pecado original mal recebido pela hierarquia, é convidado a prosseguir as suas pesquisas na China. Considerado um dos mais eminentes paleoantropologistas da sua época, integra a equipa que estuda o Homem de Pequim. Até à sua ida para Nova Iorque (uma espécie de exílio aconselhado pelas autoridades eclesiásticas), fará pesquisas científicas na Etiópia (1928), Estados Unidos (1930), Índia (1935), Java (1936), Birmânia (1937), Pequim (1936 a 1946) e África do Sul (1951 a 1953).
No entretanto, é-lhe concedido, em 1946, o título de Oficial da Legião de Honra em reconhecimento pelos seus trabalhos na China e, em 1950, é admitido na Academia das Ciências.
Em 1954, num jantar em Nova Iorque, confidencia a amigos que gostaria de morrer no dia da Ressurreição. Morre na Páscoa do ano seguinte, em 1955.
A maior parte da sua obra, de leitura desaconselhada pelo Vaticano, é publicada postumamente num total de 13 volumes.
Para um melhor conhecimento do pensamento de Teilhard de Chardin, permito-me referenciar um trabalho do Prof. Dr. Alfredo Dinis, nesta
ligação.
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Glossário:
Pleroma :  Universo consumado; Plenitude; o Todo
Parusia :  Segundo Advento; Manifestação definitiva de Deus
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Parte I nesta ligação

Parte II nesta ligação
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Parte III nesta ligação
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Disse Teilhard de Chardin : Deus não está longe de nós, fora da esfera tangível, mas espera-nos a cada instante na acção, na obra da ocasião !
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publicado por eva às 17:42

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Sábado, 23 de Fevereiro de 2008

Só ele sabia?

Um corpo destroçado deu à costa, ali mesmo, na areia da praia.
Metade já não existe, só parte do torso e a cabeça.
Mas percebe-se logo que é de mulher.
A cabeça, a cara e o cabelo estão quase intactos. O resto…
Foi um acidente no mar, disseram logo umas vozes.
Foi um suicídio nas rochas, disse uma voz, aos gritos.
Falando alto ou baixo, todos vieram ver e ajudar a tapar o corpo.
Levaram-no num lençol para o hospital resolver o “resto”.
No regresso, os comentários continuavam.
Falaram do aspecto bonito da cara, do horror dos destroços, etc. e, no fim, todos concluíram que o corpo é simplesmente algo que se gasta e destrói. Seja de modo violento ou não.
Um deles, que se tinha mantido calado o tempo todo, falava agora?
- Vocês repararam no coração?
- No coração? Porquê? A bater não estava, de certeza!
Não era o bater!
Eles não viram o coração como ele? Não repararam como o corpo se tornara, de modo intermitente, quase transparente e, nesses momentos, ficava nítido o coração, vivo e a bater e a iluminar o corpo por dentro?
Não repararam que quando isso acontecia, a figura dela, inteira e linda de luz, brilhava dentro “daquilo” que tinha dado à costa?
Ele era o mais velho, mas era assim tão velho que só ele sabia que o amor não morre com o corpo?
E que o amor sublime é assim! Que pulsa eternamente porque ultrapassa tudo – o tempo, o espaço, esta experiência de vida?
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Imagem retirada da net
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Disse  Arthur C. Clarke : quando um cientista reputado mas velho afirma que algo é possível, quase de certeza que tem razão. Quando afirma que algo é impossível, muito provavelmente está enganado !
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publicado por eva às 23:59

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Sexta-feira, 22 de Fevereiro de 2008

Dos pés à cabeça

Andar cansado, pés pesados, sapatos alargados em forma de canoas.
Os pés são extremidades que durante toda a vida aguentam o nosso corpo e o nosso peso.
Os pés e as pernas!
Quando sentimos cansaço, o peso ainda aumenta mais sobretudo se relaxarmos, pois agrava-se a sensação do «peso-morto».
A postura erecta facilita a distribuição do peso na coluna e daí uma melhor distribuição do peso nas pernas e pés.
De onde se deduz a importância de andar bem calçado.
Resumindo, é de extrema importância o modo como o nosso corpo assenta no chão que pisa.
Assim como é de extrema importância ter os pés bem assentes, também é importante assentar bem as ideias.
Porque todos os estados mentais alterados – seja por simples tristeza, seja por doença grave – se reflectem na postura e na saúde física.
As pessoas mais risonhas e despreocupadas, geralmente, têm posturas mais erectas e saudáveis.
O cansaço, a tristeza, o mal-estar, provocam – de modo geral – a curvatura da coluna.
É um olhar o chão, demasiado perto, em vez de olhar o sol.
A bem da cabeça e dos pés é muito mais útil transferir a direcção do olhar para o céu e para a luz do sol.
E quem sabe… talvez ele ilumine, de surpresa, o resto dos dias da nossa vida, com toda a radiosa alegria que a luz traz.
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Fotograma do filme Happy Feet
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Disse  Harold Nicolson :  todos tendemos a julgar-nos a nós próprios pelos nossos ideais, e aos outros pelas suas acções !
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publicado por eva às 21:42

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Quinta-feira, 21 de Fevereiro de 2008

Fechou os olhos e...

Deitada na relva, fechou os olhos e como que adormeceu.
O azul do céu que vira alargou-se e era agora um pano, como seda.
Um pano que ondulava ao sabor de uma brisa que começou a soprar suave.
E o pano era cada vez mais extenso, azul céu a ondular para mais longe.
O azul clareou ainda mais um pouco e começaram a notar-se pedras brilhantes de cores variadas.
As pedras eram como cristais, de tão transparentes.
Espalharam-se por toda a extensão do pano. E ondularam como ele.
O pano agora é amarelo, quase branco, muito semelhante a cetim e como que se enovela para depois se abrir e estender outra vez.
Antes de tudo isto, apareceu uma candeia em latão trabalhado artisticamente.
No fim sobraram pedras, parecidas com safiras, que se baralharam até se ordenarem em forma de um colar.
Agora, cai água em torrente.
- Pois cai, começou a chover, e bem!
- Mas não havia uma única nuvem.
- Ainda agora não há…!
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David Camp
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Disse Carlo Dossi : constantemente nascem factos para contradizer as teorias !
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publicado por eva às 07:50

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Quarta-feira, 20 de Fevereiro de 2008

Antagonismos

Antagonismos.
Duas pessoas que se encontram e mentalmente se afastam, a fugir, a correr, uma da outra…
Delicadamente, no entanto, cumprimentam-se e falam de nada.
De nada importante ou sequer que valha a pena relatar.
A rejeição persiste e nenhum deles sabe porquê.
Só sabem que tomara estarem longe um do outro; a milhas!
Causam-se arrepios mútuos, um constrangimento horrível a tolher-lhes os movimentos.
Sem saberem da reacção do outro, interrogam-se no íntimo.
Que será isto? Porque provoca este desespero, este pavor, aquele indivíduo, aparentemente tão simpático?
Há memórias que nos transportam ao princípio e ao fim dos tempos. Dos nossos próprios tempos.
Memórias nossas, de nós connosco. Memórias de outras eras.
Mas nossas, muito nossas.
Alhures deve estar esse aí que continua a gesticular e a falar de modo educado.
Ultrapassam ambos a situação de modo civilizado e com despedidas cordiais.
Conversas de circunstância, simples.
Conversas que, a repetirem-se, talvez sejam um processo de cura de algo que chega do passado ao presente, sem aviso prévio. 

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O falso espellho
.

René Magritte
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Disse  Julia Kristeva : o estrangeiro está em nós. Quando fugimos ou combatemos o estrangeiro, lutamos contra o nosso próprio inconsciente !
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publicado por eva às 08:06

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Aquilo que pensas ser o cume é apenas mais um degrau - Séneca

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