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Domingo, 30 de Abril de 2006

Odylo Costa, filho # O PEIXE

30 de abril de 2006

O PEIXE

Veio um peixe cego
do fundo do mar.
Quis subir ao Céu,
não pôde voar.

Era triste e feio.
Parecia um feixe
de espinhas e lodo,
mais monstro que peixe.

Por seu gosto iria
até numa escada.
Sem pés e sem asas!
Tinha fé. Mais nada.

Bastou. Ficou lindo:
o Senhor Jesus
fez dele um foguete
com os olhos de luz.


Odylo Costa, filho



publicado por eva às 19:29

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Sábado, 29 de Abril de 2006

Maltratada até em velha. E sempre serena. Em paz. Sorrindo

29 de abril de 2006

Maltratada até em velha. E sempre serena.
Em paz. Sorrindo a todos.
Dons e bemaventuranças usados em desiquilíbrio.
Interesses por dinheiro onde não há trabalho valioso.

Interesses pessoais acima (oh, muito acima) dos familiares e sociais.
A tudo se sobrepondo.
Desgraçados dos bem avisados pois nem essa desculpa têm.
Conhecimento, esclarecimento, são sempre em todas as épocas, causas de felicidade e bem comum.
Serenamente, a velhinha existe.
É um exemplo de sofrimento calado, transmutado em amor e carinho para todos os que a rodeiam.
Desculpa todos os que agem mal pois só podem ser ignorantes.
Antes revoltava-me esta paz imensa que brotava dela.
Hoje que sei mais qualquer coisa, apetece-me recompensá-la.

Faço o possível e o mais que me lembre para defendê-la.
Toda ela irradia amor. Amor e carinho para todos.
Tão simples e tão só. Mas tanta fé.

Tanta fé em Deus.
Quando a observo melhor está no ar, a flutuar.
Toda (completamente, toda) branca.
Uma brancura que ofusca. Como se tentasse olhar para o sol.
Ela, tão miseravelmente sofrida é que me ilumina a mim.
Sorrindo carinhosamente.
Simplesmente. Como só ela consegue ser. Assim...


publicado por eva às 17:21

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Sexta-feira, 28 de Abril de 2006

Amanhece sobre as águas do rio. Um sol calmo. Céu limpo e

28 de abril de 2006

Amanhece sobre as águas do rio. Um sol calmo. Céu limpo e sem nuvens.

A luz do sol ilumina devagarinho as águas, a praia, os namorados, os barcos de pescadores.
As lágrimas das despedidas.
A alegria para quem regressa no novo dia.
Há quem lute no mar. Há quem lute na terra. Há quem espere - de pé.
Há quem espere com esperança e fé.
A fé que tudo move. A alma que se anima de fé.
O corpo que se anima de vida. De alegria interior.
Aparece uma pérola. De fé. De amor.

À sua volta formam-se raios. Depois nuvens de estrelas.
Nuvens que chegam a nebulosas.

Para logo se espraiarem e a tudo chegar e tocar com o seu brilho.
Como por magia tudo se altera e melhora por essas estrelas.
Não sei como não são percebidas por toda a gente - são tão lindas e brilhantes.
Algumas pessoas sentem-nas.

Outros páram mesmo, como se quisesssem ver outra vez, para confirmar.
Pois é, está tudo à nossa volta.
Mas só alguns dão atenção.
Alguns outros percebem também a mensagem do amor.

publicado por eva às 17:34

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Quinta-feira, 27 de Abril de 2006

Lábios pretos, queimados por não sei o quê. Queimaduras no rosto

27 de abril de 2006

Lábios pretos, queimados por não sei o quê. Queimaduras no rosto.

O corpo com várias ligaduras. Mãos muito inchadas.
Análises e análises. E muitos exames médicos.
Olhos baços. Sempre a querer dormir.

Mas olha para mim.
Não é impressão, não. Ele está a olhar mesmo, apesar das pálpebras semi-cerradas e dos olhos alheados.
Consegue dizer - água - num sopro.

Aliás, mais um sopro a pedir água.
"Diz-me quanto tempo tenho comigo mesmo. Diz-me quanto tempo tenho para te entender a ti."

Entoa a canção na minha cabeça.
Dou-lhe água. Ai, tanta água.

E à sua volta está aquela névoa branca que conheço tão bem.
As lágrimas rolam no seu rosto.

O esforço para comer e engolir é tão grande...
A névoa está mais densa.

Parece um avião na nuvem (com as devidas diferenças entre pessoa e avião).
Uma amiga pergunta-me se vejo a névoa. Tão bonita. E que mais?
Engasga-se. Mostra o desespero da doença cansada.

Da fartura da dor.
Deixo-o limpinho. E pergunto-me se também sairá a voar ainda hoje.
O voo é símbolo de liberdade.
É assim, não é?
É desejável assim.

publicado por eva às 17:39

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Quarta-feira, 26 de Abril de 2006

O coração canta um hino de amor. "É um melodrama que canto para

26 de abril de 2006

O coração canta um hino de amor.

"É um melodrama que canto para ti. "
Este é o refrão de uma canção.
Tudo na vida se resume ao peso e leveza do amor.
O amor condicionado por nós enquanto ligação de sentimento.
O amor incondicional, que se liga a todos enquanto partes do único todo.

Este é o amor fraterno, caridoso e amigo.
Aquele que traz a paz ao próprio e aos outros.
É um amor interessado no bem comum.

Mas é também o amor por si próprio.
Mesmo quando o próprio - eu - parece ser pouca coisa para o que gostaríamos que fosse.
Mesmo que esse - eu mesmo - seja uma ninharia na razão do seja que o próprio espera, deseja e exige de si mesmo.

Paciência. Só podemos ser o que somos e melhorar a partir desse conhecimento.
Só podemos apreciar-nos nas justas medidas que temos.

Boas ou más, só podemos melhorá-las e amar carinhosamente o que temos.
Cuidar bem das qualidades para que prevaleçam e se projectem cada vez mais fortes.

E coragem para esta perseverança, pois vale a pena.
Tem que valer a pena.


publicado por eva às 22:31

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Terça-feira, 25 de Abril de 2006

Estava ali um polícia. Ali em frente à fonte com repuxo. Estava apático

25 de abril de 2006

Estava ali um polícia. Ali em frente à fonte com repuxo.

Estava apático o homem.
E sentado, cabeça para trás e pernas encolhidas.
Sentia-se esquisito, meio atordoado.

Alguns com ele que não lhe davam sossego.
Pedi-lhe que observasse á água e pensasse em coisas boas, alegres.

Mas ele ia partir e não estava nada virado para qualquer optimismo.
Fiz um esforço e consegui, ao fim de algum tempo, a sua colaboração para uma certa calma e paciência.
Ele estava de cinzento escuro. Aos poucos alterou-se para o uso de cores terra - castanho, bege e areia.

No entanto continuava a preferir os tons sem brilho.
Para o alegrar - disse-lhe - podia puxar um pouco de lustro e dar brilho.
Já estava por tudo. Concordou e adoptou o azul médio.
Ficou bonito na farda. Deixei-lhe uma flor - um lírio.
Ficou com ar satisfeito mas muito cansado.

Cansado de tanta responsabilidade.
Mas quem sente as responsabilidades é um dos escolhidos para cumprir tarefas mais elevadas.

Só alguns são os escolhidos.
A água continua limpa e a correr.

publicado por eva às 17:33

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Segunda-feira, 24 de Abril de 2006

Ali estava ela no corredor; ali, na bifurcação entre as consultas

24 de abril de 2006

Ali estava ela no corredor; ali, na bifurcação entre as consultas e os tratamentos.
Tão bonita, já velhota, a fazer um esforço doido para não cair.
Ali estava em pé, hirta toda ela, negra de tanta dor.
Cansada de tanto reagir, sempre com outros na mente.
Sempre a querer ajudar. Sempre de pé.
Ali estava ela, à minha espera, como que a planar no corredor.
Cumprimentei-a e falei-lhe da dor.

Tanta dor... Tinha que a deixar ir.
Despedir-se dela toda.
Ninguém aguenta tanto sofrer.
Comecei a envolvê-la com brisa de carinho e amor.

Embalei-a suavemente e o negro peso foi-se soltando.
Descendo e caindo.
Tanta dor a cair no chão.
Ela também ia caindo atrás da dor.

Mas o amor à vida, à alegria; ao direito de ser feliz; de sentir-se feliz - foi maior.
Ficou ao pé de mim. Nem tinha forças para sorrir.
Mas continuava de pé.

Agora toda em rosa e branco brilhando.
Um feixe de luz cheio de amor subiu ao céu, agradecido.
Foi uma festa cheia de brilho e paz.
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publicado por eva às 17:15

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Domingo, 23 de Abril de 2006

Miguel Torga # É contra mim que luto. Não tenho outro inimigo.

23 de abril de 2006


É contra mim que luto.
Não tenho outro inimigo.
O que penso,
O que sinto,
O que digo
E o que faço,
É que pede castigo
E desespera a lança no meu braço.

Absurda aliança
De criança
E adulto,
O que sou é um insulto
Ao que não sou;
E combato esse vulto
Que à traição me invadiu e me ocupou. 

                                    de Miguel Torga

 

 
 


publicado por eva às 14:51

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Sábado, 22 de Abril de 2006

Um elefante, o chefe da manada, estava ali a olhar fixamente

22 de abril de 2006

Um elefante, o chefe da manada, estava ali a olhar fixamente para mim.
Via-lhe perfeitamente o olho grande e atento, com as muitas rugas da pele empoeirada. A olhar para mim. Afastei-me um pouco e vi a manada andando, cheia de calma, baixo o sol quente e ar muito seco.
Percebi que precisavam de água..

As árvores aparecem e, com elas, um oásis de água barrenta.
As árvores de folhas frescas eram muitas e por uma grande região.

A manada desta vez estava salva.
A região era de uma secura dramática.
Uma luz ou uma estrada passou pelas árvores e veio iluminar todos os que bebiam ou se molhavam na água.
Todos parámos a observá-la.

Ela elevou-se e ainda mais grandiosa, envolveu-nos.
E voámos alto. Para um novo céu, um outro oásis.

Ficámos todos mais bonitos e brilhávamos como essa estrada.
O chefe da manada abraçou-me na sua tromba.
A água estava completamente limpa e corria um rio.

Um rio novo de esperança.

publicado por eva às 17:57

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Sexta-feira, 21 de Abril de 2006

Querida avó, sempre bonita. Sempre doente. Sempre amorosa.

21 de abril de 2006

Querida avó, sempre bonita. Sempre doente. Sempre amorosa.
Sempre dependente. Sempre com um sorriso.
Pele muito branca, cabelos branco areia, olhos d'água.
Muito frágil, protegida por milhares de conceitos.
Uma vida imensa.

Uma vida cheia de emoções.
Um coração cor de coral, muito vivo, sempre a palpitar de preocupação - até pelas coisas boas.
Mas por dentro o seu corpo está a deixar-se ir.

Todo o seu interior está a murchar.
Só o seu coração vive luminoso.
E de repente, do seu interior, vem ela mesma, cheia de luz rosa. Enorme.
De pé, a sair e querendo banhar-se numa luz maior.

Flores de todas as cores rodeiam-na.
E cresce. Cresce até ao céu.
E eu estou banhada... em lágrimas.

publicado por eva às 14:46

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